Capítulo Anterior: “Eu: Não vai derrubar a menina Alice.”
Alice
diminuiu a velocidade de seus passos.
Eu: Vamos menina, a gente já ta chegando.
Alice: Eu estou enjoada. Vou acabar
vomitando em cima dessa criança.
Eu: Corre mais rápido então. – disse, já sem folego para
continuar.
Alice: Aí que eu vomito mesmo.
Conseguimos
sair da “floresta” e Justin veio correndo em minha direção. Helena foi correndo
até Alice e fiquei olhando para a menina tentando entender da onde veio àquela
pessoa.
Helena: Da onde veio essa menina?
Alice: A é uma longa história, vou contar.
Foi assim... – interrompi Alice antes que ela contasse o que não devia.
Eu: A gente foi dar uma caminhada na floresta e acabamos
nos perdendo. Aí achamos esta menina desmaiada lá e ela está com a febre muito
alta. Então resolvemos a trazer para cá e cuidar dela.
Eu não
queria que ninguém soubesse quem ela era. Eu não queria que ninguém soubesse
que eu já havia a visto. Eu precisava primeiro saber quem ela era e o que
estava fazendo na minha antiga casa e ainda com uma parte da carta de minha
mãe. E principalmente, por que ela estava me seguindo? O que ela queria comigo?
Helena: O que vocês têm na cabeça? Entrar em
uma floresta. Sabe o perigo disso?
Eu: Gostamos de aventura.
Helena: Aventura nada, sabe o quanto teu pai
ficou preocupado contigo Alice?
Alice: Nossa quanta “preocupação.” – disse
fazendo sinal de aspas com as mãos.
Alice nunca
se deu bem com seu pai. Ele sempre a “ignorou” e diz ela que sempre deu mais
atenção a mim do que a ela. Ela não se diz filha dele, muito menos parente. Por
isso a falta de preocupação quando sua mãe disse que ele estava doente, ela
tenta se importar o menos possível para revidar o jeito que ele a tratava.
Helena: Não fala assim Alice, ta querendo
apanhar?
Alice: Você fala como se eu fosse um bebê.
Acorda, eu já cresci. Você não percebeu isso ainda? A tinha esquecido que ficou
muito tempo sem me ver né.
Depois
disso, Alice deixou a menina no quarto que havia no sítio e correu para o
banheiro vomitar. Sua mãe ainda não sabia que Alice estava gravida, muito menos
de que não era de seu próprio namorado, que uma hora dessas, não deve estar nem
ai para Alice. Justin começou a fazer perguntas a mim, do tipo “por que você
não me avisou que ia ´´passear´´ na floresta?” ou “por que você não me chamou
para ir junto?”. Isso me irrita. Ele me irrita.
Eu: Dá pra parar de fazer perguntas? Obrigado, agora eu
vou ir ver se a menina está bem. – fui em direção ao quarto e coloquei minha mão
em sua testa para ver se ainda estava com febre e só havia piorado.
Justin: Quem é essa garota?
Eu: Chama a Helena.
Justin: Responde minha pergunta.
Eu: Vai chamar a Helena caralho!
Justin
assentiu e foi chamar Helena. Quando chegou, pedi para que ela colocasse a tal
menina em seu carro para leva-la ao médico. Ela fez o que eu pedi e fomos todos
juntos. Menos Louis, que revolveu ficar lá mais um pouco já que obviamente ele
havia vindo com o carro dele e não junto de nós.
Fomos até o hospital mais
próximo e eu e Justin ficamos no carro enquanto Alice e Helena levavam a menina
para dentro, já que Justin não poderia ser visto por ninguém e estava com medo
de ficar sozinho.
Eu: Me diz uma coisa que você não tenha medo Justin,
porque meu Deus.
Justin: Agora me diz, da onde veio àquela
menina?
Eu: Já disse que não a conheço Justin.
Justin: Você sabe que não consegue mentir
pra mim né?
Eu: Eu não falo nada. Eu já disse que não a conheço e se
você não acredita, não posso fazer nada.
Coloquei uma
blusa grande já que estava só de shorts e biquíni e sai do carro. Justin até
viria até a mim, mas o medo dele era maior. Entrei no hospital e avistei Alice
e Helena esperando que dessem noticia sobre a menina.
Eu: Onde está ela? Ta tudo bem?
Alice: Ela já está em um quarto aonde vão a
examinar. Daqui a pouco eles iram nos chamar para vê-la.
Helena: Agora que estão vocês duas aqui, me
expliquem.
Alice: Explicar o que?
Helena: Você sabe muito bem do que estou
falando querida. Eu não “engoli” aquilo que você contou Hanna.
Eu: Pois é a verdade. Nós fomos para a floresta e
acabamos nos perdendo completamente e acabamos encontrando essa menina. Só
isso.
Helena: Mas ela é uma estranha Hanna. Onde
você pretende a deixar?
Eu: Na tua casa ué.
O doutor nos
chamou para entrarmos. Helena veio atrás de mim falando em meu ouvido que não
deixaria essa menina entrar em sua casa, mas aquilo não me impediria de nada.
Helena: Essa menina não vai entrar na minha
casa entendido?
Eu: E você pretende deixar essa menina aonde? Na rua?
Olha essa cara de anjo.
Chegamos no
quarto e apontei em direção a menina que estava já acordada. Helena foi até a
ela, andando de um lado para o outro. Olhava para a menina como se estivesse
tentando descobrir se valia a pena deixa-la na sua casa. Helena sentou ao lado
da mesma e começou o interrogatório.
Helena: Qual é seu nome anjo?
A menina não
respondeu, ficou de cabeça baixa e sem fazer nenhum movimento. Fui até ela e me
abaixei em sua frente.
Eu: Pode confiar na gente ok.
xxxx: Lauren.
Eu: O que?
xxxx: Meu nome. Lauren.
Olhei para
Alice e ela estava com os olhos arregalados. Lauren era o nome de minha mãe.
Bom, apenas Alice, entre meus amigos, sabia o nome de minha mãe. Nem Helena
e Louis não sabiam, pois eles se mudaram para a casa vizinha uma semana antes
de minha mãe falecer.
Eu não sabia
que eles haviam mudado para a casa do lado, porque nunca se quer botava o pé
para fora. Eu, minha mãe e Matheus éramos trancados dentro de casa o dia
inteiro. Ninguém entrava, ninguém saia. Apenas meu pai, aquele vagabundo que só
pensava em beber e que todos sabiam onde isso iria acabar. Mas não poderíamos
fugir, ele daria um jeito de nos encontrar. Podíamos ir para o outro lado do
mundo e ele nos acharia.
Como?
Nunca se
soube. Já tínhamos tentado fugir umas 3 vezes, e nenhuma deu certo. Ele era esperto, de um jeito que ninguém mais
seria. Ele até poderia usar essa esperteza para coisas boas, mas não.
Alice me
“acordou” de meus pensamentos me puxando para fora do quarto.
Alice: To começando a ficar com medo dessa
menina Hanna.
Eu: É pura coincidência ela ter o mesmo nome que minha
mãe Alice.
Alice: A claro, como é pura coincidência
ela “morar” na sua antiga casa. Como é pura coincidência ela estar com a carta
da sua mãe. Como é pura coincidência... – coloquei minha mão em sua boca para
que ficasse quieta.
Eu: Olha, ela vai dormir na casa da Helena hoje e amanhã
eu peço o resto da carta. Depois disso nós podemos deixar ela ir embora.
Alice: E se a carta não estiver com ela? E se
você ficar com dó e revolver deixar ela mais um pouco?
Eu: Fica calma. Eu me viro.
Entrei no
quarto novamente. Helena e Lauren conversavam como se já se conhecessem há
muito tempo. O médico nos disse que já podíamos ir embora que estava tudo bem
com ela. Carreguei-a no colo e a levei até o carro. Justin estava deitado no
banco de trás, dormindo. Fiquei olhando para ele por um tempo até que Alice me
empurrou e deu um “peteleco” na cabeça de Justin para acorda-lo. Ele acordou e
se levantou ainda tonto e “caindo” de sono.
Finalmente voltamos
para casa e Louis já estava lá. Entramos e ele nos cumprimentou, mas Alice
passou longe para não tem que fazer o mesmo de nós. Cada um foi para seu canto
dormir, enquanto eu fiquei na sala esperando que Lauren dormisse no sofá.
Eu: Lauren, ta acordada ainda?
Lauren: Estou sim.
Eu: Me diz uma coisa... Por que você está me perseguindo?
Lauren: (silêncio)
Eu: Me responde.
Olhei para
ela e vi que ela já estava dormindo. Ela parecia um anjinho e isso era um dos
motivos de que eu não conseguia deixa-la ir.
A carreguei
até o quarto de Alice e coloquei-a deitada a seu lado já que havia bastante
espaço para as duas. Fui para meu quarto e me deitei. Rolei na cama muitas e
muitas vezes e não conseguia dormir.
Não tinha um dia que eu dormisse direito,
sempre estava caindo de sono, mas nunca conseguia dormir bem, sem pensar nas coisas
ruins que já aconteceram, como se passasse um flashback em minha cabeça de toda
a minha vida. Desde o começo ao fim.
Quando finalmente
consegui dormir, meu celular tocou. Era um numero desconhecido, então resolvi
ignorar. Ele tocou novamente e eu atendi.
Eu: *Quem é?*
Ninguém
respondeu.
Eu: *Responde merda. Já me acordou, agora responde.*
A pessoa
desligou. Joguei o celular no chão e voltei a dormir.
JUSTIN ON:
Acordei e me
deparei com a tal menina que Hanna encontrou na floresta ontem, me olhando. Os
olhos dela brilhavam, como se ela estivesse feliz em me ver. Ela acenou para
mim, dizendo “oi” e sorrindo. O sorriso dela ia de uma orelha a outra. Acenei para
ela e sorri educadamente. Hanna, que já devia estar acordada faz tempo, entrou
no quarto e me deu um beijo. Me levantei e fui trocar de roupa. Coloquei uma
blusa e uma calça folgada e ficaria em casa o dia inteiro. Eu estava mais
cansado do que nunca.
Desci as escadas e fui para cozinha pegar uma maça. Logo em
seguida, fui para a sala assistir TV enquanto Hanna e Alice se arrumavam para
sair.
Hanna: Vai querer ir junto?
Eu: Esqueceu que não posso sair?
Hanna: Pode sim.
Eu: Mas não quero.
Hanna: Você anda ficando muito chato. Quer
saber? Fica ai mofando, tchau.
Hanna saiu e
bateu a porta com tudo, fazendo a casa estremecer.
CONTINUA...
Olá pessoas, tudo bem? Me desculpem a demora pra postar, estava sem tempo e tals :/ bom, espero que estejam gostando, bye
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