domingo, 21 de abril de 2013

I Knew You Were Trouble – 45º Capítulo





Capítulo Anterior: Eu: Você não quer ir eu vou sozinha.”


Alice: Hanna, isso está te deixando paranoica, para.
Eu: Você vai junto ou não? – parei em frente à Alice.

Alice: Eu não vou deixar você ir sozinha.
Eu: Ok, mas depois não reclama. – disse já correndo.

Entramos na floresta e Alice se grudou a mim e não soltou mais. Eu sentia que ela estava com medo, morrendo de medo. Ela me olhava como se estivesse dizendo “isso não vai dar certo”, mas mesmo assim, eu continuava andando, mas desta vez, vagarosamente.  Eu precisava olhar para todos os lados, todos os lugares, eu precisava achar essa menina de um jeito ou de outro. A cada ruído, a cada barulho de um pássaro ou qualquer outro animal, Alice se assustava.

(...)


O tempo passou, e não achamos nada. Já estava anoitecendo. Olhei em meu relógio e vi que já eram 18h00 (relógio a prova d’água caso vocês digam que ela estava no lago rsrs).

Alice: Meus pais devem estar preocupados Hanna. Justin deve estar preocupado. Já é tarde demais, vamos voltar.
Eu: Não, eu preciso achar essa menina.

Alice: Hanna para. Eu estou cansada, meus pés doem, já esta anoitecendo. Eu quero sair daqui.
Eu: Eu não vou embora. E se eu não for você também não vai. Não vou deixar você andar sozinha nesse lugar.

Alice: Vamos descansar pelo menos? Ficar sentadas por um tempo aqui. Por favor Hanna, não estou aguentando.
Eu: Não. Já esta tarde, temos que achar logo.

Alice: Que tal a gente ir embora e amanha irmos à sua antiga casa ver a menina? Boa ideia né? Uhu, vamos. – me puxou pelo braço.
Eu: Olha, quer saber? Não quer ir junto fica ai, eu continuo sozinha.

Alice: Hanna para com isso caralho, isso esta te deixando louca... – a interrompi.
Eu: Cala a boca.

Alice: Não me manda calar a boca garota, eu...
Eu: Cala a boca droga, ta ouvindo isso?

Alice: Isso o que?
Eu: Isso. Ouve.

Estava ouvindo a voz de alguém me chamando. Era uma voz doce, fina. Uma voz que me lembrava minha mãe. Ah, minha mãe. Ela tinha uma voz perfeita, doce, que me acalmava. Eu fiquei girando e girando, olhando para todos os lados para ver se via alguém.

ALICE ON:

Hanna estava louca. Isso estava passando dos limites e eu não podia deixar assim, eu não podia. Ela vai me ouvir, de um jeito ou de outro.

Eu: Hanna, agora você vai me ouvir. – disse a encostando em uma arvore.
Hanna: Para com isso Alice.

Eu: Para você caralho. Vamos embora. AGORA!
Hanna: E se eu te dissesse que não lembro...

Eu: Não lembra o que?
Hanna: O caminho. – sussurrou.

Eu: VOCÊ TA DE BRINCADEIRA NÉ VAGABUNDA?
Hanna: Não, você acha o que? Que eu ia marcar os lugares por onde passei só pra lembrar? Até parece.

Eu: Sua anta. Eu disse pra a gente não vir, eu disse. Cadê teu celular?
Hanna: Tu acha o que? Que eu ia nadar com o celular? Eu to de biquíni cara, ta cega?

Eu: A gente vai embora agora.
Hanna: Mas...

Eu: Mais nada.

Virei-me e me deparei com uma menina em minha frente. No mesmo momento, ela desmaiou em meus pés. Será que agora eu to ficando louca também?

Eu: Ok Hanna, agora eu acredito em você.
Hanna: Eu disse que ela estava aqui. – sorriu e se ajoelhou ao lado da menina.

JUSTIN ON:

Estava eu, Helena e Louis a procura de Hanna e Alice. Não achamos nenhuma das duas em nenhum lugar. Eu ligava para Hanna muitas e muitas vezes, mas não adiantava. Ela não atendia. Alice também não. Helena entrou em desespero e Louis estava passando mal. Estava tudo pior do que eu achei que ficaria.

Helena: Você estava junto com elas Justin, como não as viu saindo?
Justin: Eu não prestei atenção, desculpa. Mas elas devem só ter ido passear por ai. Elas estavam com saudades desse lugar.

Helena: Podiam pelo menos ter levado o celular.
Justin: Daqui a pouco elas estão de volta.

“Eu espero” pensei comigo mesmo.

HANNA ON:

Alice: Hanna, meus braços doem. Cansei de carregar essa menina, é a sua vez.
Eu: Fraca mesmo viu. Deixa que eu carrego então. – disse pegando a menina no colo.

Estávamos tentando achar um jeito de sair daquela floresta e claro que eu ia levar a menina junto. Alice a pegou no colo, pois ela desmaiou, talvez devido à fome. Ela parecia não comer a dias e estava com febre.  Alice não aguentou por muito tempo e entregou-a a mim.

Alice: Quantos anos essa menina deve ter?
Eu: Na faixa dos seis anos, talvez.

Alice: Ela é muito pesada. O que você pretende fazer agora.
Eu: Ela vai dormir lá em casa hoje.

Alice: A casa não é sua né querida.
Eu: Eu sei, mas duvido Helena não deixar uma menina fofa como essa dormir lá por só um dia.

Ela era uma menina realmente linda, com o cabelo loiro claro e estava com um vestido azul bebe.

Alice: Mas e se a mãe da menina ficar preocupada?
Eu: E você ainda acha que a mãe dela liga pra ela? Se ligasse não deixaria a menina sair andando sozinha por ai.

Alice: Nunca se sabe.
Eu: E ainda, eu nem sei se ela tem mãe ou pai mesmo.
Alice: E por que não teria?

Continuamos andando e já estávamos completamente cansadas. Já era quase meia noite e não achávamos a saída daquele lugar. Era maior do que parecia. A menina ainda estava desacordada e meus braços doíam de tanto a carregar. Eu e Alice sentamos em qualquer lugar, pois não aguentávamos mais.

Alice: Eu vou te matar Hanna. – disse ofegante de tanto andar.
Eu: Eu não tenho culpa, para.

Alice: Você que inventou tudo isso.
Eu: Você veio porque você quis.

Alice: Até quando você vai ficar dizendo isso? Eu vim porque não ia deixar você andar por esse lugar sozinha e...

Alice ficou quieta. Eu e ela ouvimos gritos. Gritos de Helena e Justin. Levantamos e Alice pegou a menina em seu colo e fomos correndo, seguindo os gritos.

Eu: Não vai derrubar a menina Alice.

CONTINUA...

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