Capítulo Anterior: “Eu: Você não quer ir eu vou sozinha.”
Alice: Hanna, isso está te deixando
paranoica, para.
Eu: Você vai junto ou não? – parei em frente à Alice.
Alice: Eu não vou deixar você ir sozinha.
Eu: Ok, mas depois não reclama. – disse já correndo.
Entramos na
floresta e Alice se grudou a mim e não soltou mais. Eu sentia que ela estava
com medo, morrendo de medo. Ela me olhava como se estivesse dizendo “isso não
vai dar certo”, mas mesmo assim, eu continuava andando, mas desta vez,
vagarosamente. Eu precisava olhar para
todos os lados, todos os lugares, eu precisava achar essa menina de um jeito ou
de outro. A cada ruído, a cada barulho de um pássaro ou qualquer outro animal,
Alice se assustava.
(...)
O tempo
passou, e não achamos nada. Já estava anoitecendo. Olhei em meu relógio e vi
que já eram 18h00 (relógio a prova d’água caso vocês digam que ela estava no
lago rsrs).
Alice: Meus pais devem estar preocupados
Hanna. Justin deve estar preocupado. Já é tarde demais, vamos voltar.
Eu: Não, eu preciso achar essa menina.
Alice: Hanna para. Eu estou cansada, meus
pés doem, já esta anoitecendo. Eu quero sair daqui.
Eu: Eu não vou embora. E se eu não for você também não
vai. Não vou deixar você andar sozinha nesse lugar.
Alice: Vamos descansar pelo menos? Ficar
sentadas por um tempo aqui. Por favor Hanna, não estou aguentando.
Eu: Não. Já esta tarde, temos que achar logo.
Alice: Que tal a gente ir embora e amanha
irmos à sua antiga casa ver a menina? Boa ideia né? Uhu, vamos. – me puxou pelo
braço.
Eu: Olha, quer saber? Não quer ir junto fica ai, eu
continuo sozinha.
Alice: Hanna para com isso caralho, isso
esta te deixando louca... – a interrompi.
Eu: Cala a boca.
Alice: Não me manda calar a boca garota,
eu...
Eu: Cala a boca droga, ta ouvindo isso?
Alice: Isso o que?
Eu: Isso. Ouve.
Estava
ouvindo a voz de alguém me chamando. Era uma voz doce, fina. Uma voz que me
lembrava minha mãe. Ah, minha mãe. Ela tinha uma voz perfeita, doce, que me
acalmava. Eu fiquei girando e girando, olhando para todos os lados para ver se
via alguém.
ALICE ON:
Hanna estava
louca. Isso estava passando dos limites e eu não podia deixar assim, eu não
podia. Ela vai me ouvir, de um jeito ou de outro.
Eu: Hanna, agora você vai me ouvir. – disse a encostando
em uma arvore.
Hanna: Para com isso Alice.
Eu: Para você caralho. Vamos embora.
AGORA!
Hanna: E se eu te dissesse que não
lembro...
Eu: Não lembra o que?
Hanna: O caminho. – sussurrou.
Eu: VOCÊ TA DE BRINCADEIRA NÉ VAGABUNDA?
Hanna: Não, você acha o que? Que eu ia
marcar os lugares por onde passei só pra lembrar? Até parece.
Eu: Sua anta. Eu disse pra a gente não vir, eu disse.
Cadê teu celular?
Hanna: Tu acha o que? Que eu ia nadar com o
celular? Eu to de biquíni cara, ta cega?
Eu: A gente vai embora agora.
Hanna: Mas...
Eu: Mais nada.
Virei-me e
me deparei com uma menina em minha frente. No mesmo momento, ela desmaiou em
meus pés. Será que agora eu to ficando louca também?
Eu: Ok Hanna, agora eu acredito em você.
Hanna: Eu disse que ela estava aqui. –
sorriu e se ajoelhou ao lado da menina.
JUSTIN ON:
Estava eu,
Helena e Louis a procura de Hanna e Alice. Não achamos nenhuma das duas em
nenhum lugar. Eu ligava para Hanna muitas e muitas vezes, mas não adiantava.
Ela não atendia. Alice também não. Helena entrou em desespero e Louis estava
passando mal. Estava tudo pior do que eu achei que ficaria.
Helena: Você estava junto com elas Justin,
como não as viu saindo?
Justin: Eu não prestei atenção, desculpa. Mas
elas devem só ter ido passear por ai. Elas estavam com saudades desse lugar.
Helena: Podiam pelo menos ter levado o
celular.
Justin: Daqui a pouco elas estão de volta.
“Eu espero”
pensei comigo mesmo.
HANNA ON:
Alice: Hanna, meus braços doem. Cansei de
carregar essa menina, é a sua vez.
Eu: Fraca mesmo viu. Deixa que eu carrego então. – disse pegando
a menina no colo.
Estávamos tentando
achar um jeito de sair daquela floresta e claro que eu ia levar a menina junto.
Alice a pegou no colo, pois ela desmaiou, talvez devido à fome. Ela parecia não
comer a dias e estava com febre. Alice
não aguentou por muito tempo e entregou-a a mim.
Alice: Quantos anos essa menina deve ter?
Eu: Na faixa dos seis anos, talvez.
Alice: Ela é muito pesada. O que você
pretende fazer agora.
Eu: Ela vai dormir lá em casa hoje.
Alice: A casa não é sua né querida.
Eu: Eu sei, mas duvido Helena não deixar uma menina fofa
como essa dormir lá por só um dia.
Ela era uma
menina realmente linda, com o cabelo loiro claro e estava com um vestido azul
bebe.
Alice: Mas e se a mãe da menina ficar
preocupada?
Eu: E você ainda acha que a mãe dela liga pra ela? Se ligasse
não deixaria a menina sair andando sozinha por ai.
Alice: Nunca se sabe.
Eu: E ainda, eu nem sei se ela tem mãe ou pai mesmo.
Alice: E por que não teria?
Continuamos
andando e já estávamos completamente cansadas. Já era quase meia noite e não achávamos
a saída daquele lugar. Era maior do que parecia. A menina ainda estava
desacordada e meus braços doíam de tanto a carregar. Eu e Alice sentamos em
qualquer lugar, pois não aguentávamos mais.
Alice: Eu vou te matar Hanna. – disse ofegante
de tanto andar.
Eu: Eu não tenho culpa, para.
Alice: Você que inventou tudo isso.
Eu: Você veio porque você quis.
Alice: Até quando você vai ficar dizendo
isso? Eu vim porque não ia deixar você andar por esse lugar sozinha e...
Alice ficou
quieta. Eu e ela ouvimos gritos. Gritos de Helena e Justin. Levantamos e Alice
pegou a menina em seu colo e fomos correndo, seguindo os gritos.
Eu: Não vai derrubar a menina Alice.
CONTINUA...

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