Capítulo
Anterior: Ao chegar lá, havia uma menininha abaixada no canto
do quarto, o que me lembrava a minha infância...
Quando
entrei no quarto, ela olhou pra mim e se levantou. Veio em minha direção e em
sua mão havia um papel que mais parecia uma carta. Ela me entregou o mesmo e em
seguida saiu do quarto. Fui atrás dela e quando sai do quarto, ela havia
sumido, não estava mais lá.
Entrei no
quarto novamente e sentei em minha antiga cama, que ainda estava lá. Olhei para
o papel e em sua frente estava escrito “De mamãe para Hanna”. Abri o papel
rapidamente e comecei a ler:
“Oi filha,
eu não sei quando você irá ler essa carta, mas espero que ela chegue em
suas mãos um dia. Eu queria agradecer a
você e ao Matheus por me defenderem do seu pai, eu sei que vocês tiveram dias
horríveis e que não era essa vida que vocês mereciam, mas eu prometo a vocês
que tudo irá melhorar. Seu pai está me ameaçando todos os dias e eu acho que
ele pretende me matar. Então eu quero que você e Matheus o coloque na cadeia
depois disso acontecer, eu quero que vocês peçam ajuda, façam uma coisa que eu
nunca tive coragem de fazer. Se ele já estiver na cadeia quando você estiver
lendo isso, suma. Fuja do país, vá para qualquer lugar, mas não fique aí. Ele
pode ser solto e eu sei no que isso vai dar. Eu amo vocês, mais que tudo nessa
vida, e eu prometo, PROMETO, que tudo irá melhorar. E outra coisa, eu quero que
vocês...
A carta
estava rasgada. Não havia o final. Sai do quarto já chorando e andei pela casa
inteira a procura da menininha. Eu não a achava. Sai da casa e fui correndo até
Alice e a abracei.
Alice: Que isso menina?
Eu: Olha isso. – disse a soltando e entregando a carta em
suas mãos. – Ok, vamos entrar e você lê lá dentro porque está muito escuro aqui
e você não vai enxergar nada.
Entramos na
casa de Helena e fomos direto pro quarto de Alice sem fazer nenhum barulho para
não acordar ninguém. Alice sentou-se em sua cama e eu fiquei de pé encostada na
parede, ainda chorando. Ela terminou de ler a carta e foi me abraçar.
Em seguida
me soltou e disse: Onde está o resto da carta?
Eu: Eu não sei. Havia uma menininha lá no meu antigo
quarto. Ela me fazia lembrar eu quando criança. Uma menininha com medo do
mundo, com medo de todos. Depois que ela me entregou a carta, simplesmente
sumiu e eu não a vi mais depois daquilo. Ela parecia estar com medo de mim, ou
melhor, os olhos dela pediam ajuda a mim, eu senti que ela queria me dizer
algo, mas não conseguia. Eu preciso ver essa menina de novo Alice.
Alice: Tá, mas você não viu se ela estava
com o resto da carta?
Eu: Pra que o resto da carta? Não devia ter nada de
importante lá.
Alice: Ué, e se tiver?
Eu: Não tem Alice, por que teria?
Alice: “E outra coisa, quero que vocês...”
ela queria te dizer algo Hanna, acorda.
Eu: É? E você quer que eu ache essa porra como? Eu nunca
mais vou ver essa menina na minha vida, tenho certeza disso.
Alice: Minha mãe não disse que ouve
barulhos vindos da casa quase todos os dias? Então, deve ser a menina. É só
você ir lá de novo amanhã.
Eu: Eu não vou entrar naquela casa de novo. Não sozinha.
Alice: Eu vou junto ok, não vou sair
correndo de novo. Mas leve uma lanterna dessa vez, pelo amor de Deus.
Eu: Ok. medrosa. Vou ir dormir, PRECISO dormir.
Alice: Ok.
Alice me
abraçou, peguei a carta de minha mãe e em seguida sai do quarto e fui para o
meu. Justin estava dormindo feito um anjo, então deitei na cama com cuidado
para não acorda-lo. Fiquei pensando no que deveria haver na parte rasgada da
carta e se realmente valia a pena voltar lá para busca-la. Revirei-me na cama varias
e varias vezes e não conseguia dormir de jeito nenhum. Levantei e fui para a
cozinha comer algo porque a fome surgiu do nada e eu precisava comer. Desci as
escadas calmamente e fui em direção a cozinha, onde vi Helena acordada também.
Helena: O que ta fazendo acordada a essa
hora? É hora de criança estar na cama. – disse abrindo a geladeira e colocando
um bolo na mesa.
Eu: Quem me dera eu ser criança ainda tia. Eu estava com
saudades daqui. Estou com saudades de sair correndo pela rua com a Alice e
ouvir você gritando feito uma louca para entrarmos em casa. Sinto falta de te
chamar de tia. Eu estou com saudades de você. – disse me sentando na mesa e
pegando um pedaço de bolo.
Helena: A meu anjo, eu também sinto falta de
tudo isso. Mas, infelizmente, nada dura pra sempre.
Eu: E você sabe o feitiço para fazer com que dure?
Helena: Ta me chamando de bruxa?
Eu: Claro que não. – disse dando uma gargalhada, fazendo com
que ela risse também.
Helena: Bom mesmo. Enfim, vou ir dormir
porque o sono está voltando, até daqui a pouco. Boa noite. – deu um beijo em
minha testa e voltou a seu quarto.
Terminei de
comer e voltei ao meu quarto. Justin havia acordado e estava lendo a carta de
minha mãe.
Eu: O que você ta fazendo? – disse a tirando de sua mão.
Justin: Onde você arranjou isso?
Eu: Eu achei aqui na casa da Helena, eu nem lembrava que
tinha isso.
Justin: Você não sabe mentir.
Eu: Vou dormir. Boa noite.
Guardei a
carta na gaveta da cômoda e me deitei para dormir. Justin ficou me olhando,
esperando que eu dormisse, mas acabou dormindo antes de mim. Em seguida, peguei
no sono e dormi até o sol aparecer.
CONTINUA...
Oi pessoas. Entaaaaaaaaao... eu sei que eu tinha dito que essa fic já estava no fim e que só tinha mais alguns capítulos, mas eu não to conseguindo arranjar um fim pra isso, só vem mais e mais ideias na minha cabeça e eu acabo escrevendo tudo e só depois percebo que não to botando um final nessa porrita fsidfhasoidsiad então não sei quando vou terminar isso, éér... enfim, espero que estejam gostando e que isso não esteja muito cansativo.
bjos

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