segunda-feira, 8 de julho de 2013

I Know You Were Trouble- Último Capítulo



2 Anos Depois...


Finalmente o dia do casamento de Alice estava chegando.

Sim, casamento.

Depois da melhora de seu pai, do nascimento de sua filha (Beatrice) e a mãe dela quase a matar, voltamos ao Brasil. No mesmo dia Alice foi pedida em casamento por Bruno. Demorou quase 1 ano, mas finalmente o dia estava chegando.

Helena: *Eles pretendem mesmo casar no mesmo dia do aniversário da Beatrice?*
Eu: *Já tá tudo decidido, nada vai fazer com que eles mudem de ideia.*

Helena: *Me deixa falar com Alice.*
Eu: *Ok.*

Dei o telefone pra Alice e fui para fora da casa, onde Justin estava na beira da piscina molhando seus pés.

Eu: Você anda muito pensativo. – me sentei a seu lado.
Justin: Eu estava pensando que... Bom... Nós podíamos aproveitar que Alice e Bruno vão se casar daqui a uns dias e...

Eu: Shhh, não inventa.
Justin: Mas...

Eu: Mas, mas, mas nada.
Lauren: Pai!! – gritou.

Eu: Vai lá Justin.

Opa, me esqueci de um detalhe. Lauren havia virado minha filha e de Justin já que já éramos bastante apegados a ela e ela não tinha para onde ir.

Justin: Hanna.

Fui até a cozinha onde Justin e Lauren estavam abaixados, pegando cacos de vidro.

 Eu: Tá, o que vocês aprontaram?
“Foi ele (a)” repetiram em coro.

Eu: Lauren vai pra sala ver se tá tudo bem com a Beatrice. E Justin, você limpa isso.
Justin: Por que eu?

Eu: Justin você tem que ir mesmo naquela premiação no dia do casamento?
Justin: Tenho e você vai junto.

Eu: Tá, mas eu não tenho roupa.
Justin: Toma. – me entregou seu dinheiro. – Compra qual você quiser.

Eu: A não posso aceitar e... Tá bom, tchau. – lhe dei um beijo e fui para a sala. – Lauren, vai se arrumar, vamos fazer compras. E manda a Alice se arrumar também.


(...)


Lauren: Eu odeio salto. Por que eu tenho que ir de salto no casamento? – disse já chegando em casa junto comigo e Alice.
Alice: Você não quer ser a mais linda de todas lá?

Lauren: Eu acho que o certo seria que você fosse a mais linda, afinal o casamento é seu.
Alice: Ok, então a segunda mais linda?

Lauren: Pode ser.
Alice: Ok. Então, esse sapato – tirou o mesmo da sacola de compras – te deixará a segunda mais bonita de todas, todas, todas. 

Lauren: Mesmo?
Alice: Mesmo meu anjo.

Lauren: Então tá bom. – sorriu e correu para seu quarto.
Eu: Já vi que sua filha vai ser mimada.

Alice: Cala a boca. É que eu tenho que educar a sua filha pra ela não ficar mandona igual você.
Eu: Vai se foder. – dei uma gargalhada, fazendo-a rir junto.

Alice: Você não vai na festa do meu casamento né sua vadia?
Eu: Não vai dar. Justin vai pra uma premiação e eu tenho que ir junto.

Alice: Af.
Eu: Mas eu prometo me despedir antes de você ir embora.

Alice me abraçou e começou a chorar.
Eu: Tá chorando por quê?

Alice: É que nós sempre moramos juntas, desde crianças sabe, e eu vou sentir falta disso. Vou sentir falta de te acordar todos os dias gritando em seu ouvido para você fazer o meu café que só você sabe fazer. Vou sentir falta de TUDO e eu nunca vou encontrar alguém melhor que você, alguém que realmente me ajude em exatamente tudo.
Eu: O que você tá falando menina? Você vai morar ai na casa do lado.

Alice: Mas não é a mesma coisa. Não vou poder entrar na tua casa pra te acordar todos os dias, ainda mais depois que você começar a trabalhar junto de Justin.

Eu escrevi algumas musicas para Justin enquanto ele estava aqui e eu estava no Brasil, afinal ele foi embora antes de nós por causa das fãs histéricas. Bom, todos amaram as musicas e resolveram que eu iria compor algumas musicas para Justin e a partir de semana que vem, começarei a trabalhar.

Eu: A gente vai se ver todo dia dona Alice. Agora para de melação e vai ajudar o seu noivo a arrumar a sua casa.

Alice saiu e Justin apareceu carregando caixas, de um lado para o outro.

Justin: Hanna, pega aquela caixa ali pra mim e coloca no meu quarto.
Eu: O que tem dentro dela?

Justin: Umas coisas antigas minhas. Não xerete senhorita Hanna.

Levei a tal caixa para seu, ou melhor, nosso quarto e coloquei-a em cima da cama. Encostei-me à parede e fiquei a olhando por um tempo pensando se eu a abria ou não. E como eu sempre fui muito curiosa e não ligo para o que os outros pedem, eu a abri e comecei a xeretar. Havia fotos antigas, de quando ele era criança, como essa e muitas outras, uma mais fofa do que a outra.

“E pensar que o Justin um dia já foi fofo” disse a mim mesma, rindo.

Justin apareceu e ficou encostado na porta, me olhando.

Justin: Eu não falei pra você não xeretar?
Eu: Você sabe que coisas assim entram por um ouvido e saem pelo outro né?

 Justin: Percebi... Mas então, comprou a roupa que queria?
Eu: Sim e aproveitei pra comprar o do casamento.

Justin: Mas você já não tinha um?
Eu: Rasguei ele sem querer.

Justin: Nossa Hanna, nossa.
Eu: Vamos dormir? Tá tarde.

Justin: São 16hrs ainda Hanna.
Eu: Não estou nem ai, boa noite.

Deitei e dormi em um minuto.


Alguns dias depois...


E o grande dia chegou.

Alice estava com um vestido lindo, igual a esse. Eu nunca tinha visto ela tão feliz como ela estava neste dia.
Todos estavam se arrumando.

Aquilo estava uma correria. Justin entrava e saia da casa. Uma hora estava na casa do Bruno, outra hora estava na casa dele.

E eu? Estava deitada no sofá já arrumada, com essa roupa.

E a cada minuto que passava a correria só aumentava.

Alice andando de um lado para o outro e me perguntando as horas.

Eu: Mas que merda menina, não passou nem 1 minuto direito e você tá me perguntando isso de novo?
Alice: Cadê o Kenny que não chega? Já estou atrasada.

Eu: É chique chegar atrasada. – me levantei, fui para a cozinha e Alice foi atrás.
Alice: Não vejo nada de chique, se fosse o seu você também estaria assim.

Eu: E quem disse que eu vou me casar um dia?

Peguei uma maça e sai da cozinha.

Kenny chegou em casa buzinando e gritando.

Kenny: Vão demorar muito?

Alice saiu da casa correndo e foi até o carro.

Alice: Você que atrasa e ainda diz “vão demorar muito?”?
Kenny: Entra nesse carro logo que o noivo tá te esperando.

Eu e Alice entramos no carro em que Kenny estava e Justin e Pattie entraram no outro.

Fomos em direção à igreja e lá chegamos.

A igreja estava cheia, tanto para fora quanto para dentro. Para fora havia fotógrafos, paparazzi, Beliebers e etc. E para dentro os convidados, que estavam à espera da atrasada noiva.

Eu carregava Beatrice em meu colo enquanto Alice tentava sair do carro com a ajuda de Pattie.

Alice entrou na igreja com o seu pai (que já estava chorando) e a cerimonia começou.

E como todo casamento chato e cansativo, durou mais ou menos uma hora para aquilo tudo acabar e para finalmente a festa começar.

E como o combinado, eu não ficaria muito tempo na festa, mas voltaria da premiação antes deles irem para a lua de mel.

Hanna: Justin, você tá chorando?
Justin: Claro que não. Só caiu um cisco no meu olho.

Eu: Nem mentir sabe.
Justin: Você não ia trocar de roupa pra ir à premiação não?

Eu: Pega o carro lá, vou me despedir dos amigos e etc.
Justin: Ok.

Fui me despedir dos amigos e dos noivos enquanto Justin pegava o carro para irmos embora.

Alice: Poxa, mas já vai? Fica mais um pouco.
Eu: Não dá. Mas eu volto...

Alice: “... antes de eu ir pra lua de mel” já entendi.
Eu: Vou esperar o Justin lá fora. Boa festa pros noivos. – dei um beijo em sua testa e um aperto de mão no Bruno e fui para fora do local.

Justin pegou seu carro e fomos para sua casa. Ao chegar, entrei e fui direto á meu quarto para me trocar e Justin foi junto.

Coloquei a roupa que eu havia comprado com o dinheiro que Justin me deu e fui espera-lo na sala.

Minutos depois, Justin apareceu.

Justin: Vamos?
Eu: Justin...

Justin: Diz.
Eu: Acho que eu vou sentir saudades de morar com a Alice.

Justin: Mas ela vai morar aqui do lado menina.
Eu: Mas não é a mesma coisa.

Justin: E se morássemos todos juntos?
Eu: Como?

Justin: É isso mesmo. E se nos mudássemos para uma cidade maior e uma casa maior? E se fossemos para Los Angeles? Eu tenho uma casa muito maior lá.
Eu: Você tá falando sério? Ai meu Deus, eu topo Justin. Vou ligar pra Alice e pro Bruno agora e...

Justin: Agora não, agora vamos para a premiação porque eu já estou atrasado. Liga pro Kenny enquanto eu termino de me arrumar.
Eu: Ainda não terminou? Nossa, o Kenny já chegou querido.

Justin: Vai entrando no carro que eu já venho.

Fui para o carro e fiquei o esperando. A viagem seria um pouco longa, pois a premiação não era na cidade onde estávamos.

Comecei a pensar como seria se fossemos para Los Angeles.

Eu sei que eu não me acostumaria fácil em uma cidade grande como aquela, afinal eu sempre morei em cidades pequenas e eu realmente prefiro morar em cidades pequenas. Mas eu teria que me acostumar. Ou isso ou eu provavelmente nunca mais moraria com Alice. E isso seria um pouco triste porque, por mais que eu não demonstre muito, eu sou muito apegada a essa menina e ela sempre cuidou de mim, então acho que eu preciso dela todos os dias, todas as horas. E eu sinto que ela também vai gostar da ideia.

Alguns longos minutos depois, Justin entrou no carro.

Eu: Finalmente, eu estava quase dormindo aqui.
Justin: Vamos logo. Quero chegar em casa o mais cedo possível.

Kenny ligou o carro e fomos embora.


(...)


Ao chegar à premiação, muitos fotógrafos, paparazzi e etc. rodearam nosso carro.

Fãs histéricas faziam de tudo para ver Justin. Algumas chegaram perto para pedir autógrafos e uma delas veio e minha direção.

- Me da um autógrafo? Por favor? – me olhou, sorrindo.
Eu: Oi?

- Um autógrafo.
Eu: Claro.

Coloquei minha assinatura no papel em que ela me entregou e depois ela me abraçou forte.

Autógrafo? Como assim?

Eu realmente não entendi o porque ela me pediu um autografo. Eu sou apenas conhecida como “namorada do Justin Bieber” e bom, eu me sinto bem por saber que elas algumas aceitam o fato de eu estar com Justin, afinal muitas acham que o Justin devia ficar solteiro para sempre, ou se não que ele não deve namorar ninguém além delas mesmas. Mas não é bem assim, nem tudo é do jeito que elas querem e nem todas entendem isso.

Entramos no local e passamos pelo tapete vermelho.

Pessoas nos rodearam como de costume. E as perguntas começaram.

- Hanna, como você está se sentindo agora, rodeada por pessoas famosas em todos os cantos?

Eu: Eu acho incrível poder conhecer todos esses famosos. Fui tudo tão rápido. E é muito, MUITO estranho você ser rodeada em qualquer lugar que você está só por estar com Justin Bieber. E pra ser sincera, eu acho uma droga o Justin não poder ter um pouco de paz com esses paparazzi, isso me irrita completamente e eu sinto que um dia eu bato em um.

- Eu não sei se é muito cedo para se perguntar isso, mas vocês pretendem se casar um dia?

Eu: Não.
Justin: Quem sabe um dia né.

- Então Justin quer e você não?

Eu: Não é questão de não querer, é que...

- Então isso quer dizer que esse casal não será para sempre como muitos outros e Justin terá muitas outras namoradas pela frente? É isso mesmo?

Eu: Vai se foder.

- Você não acredita no “felizes para sempre”?


Eu: Não, eu nunca acreditei no “felizes para sempre”do mesmo jeito que eu nunca pensei que eu namoraria o famoso Justin Bieber. O cara que há uns anos atrás eu odiava pelo fato de minha melhor amiga viver ouvindo aquelas musicas que eu considerava irritantes. Do mesmo jeito que eu nunca pensei que ficaria com um cara por tanto tempo, afinal meus namoros nunca duraram nem um mês. Eu posso não acreditar no para sempre mas isso não quer dizer que ele não exista. Só porque eu digo não acreditar, não quer dizer que eu não acho que ele não exista. Eu só acho que comigo isso pode não acontecer porque eu nunca tive essa sorte na minha vida, sem contar a minha melhor amiga, claro. Mas talvez nesse namoro possa ser diferente. Tudo pode acontecer. Eu não prevejo o futuro pra saber se ficaremos juntos até lá, “até que a morte nos separe” até porque namoro de famoso nunca dura muito, mas quem sabe esse dure. Quem sabe esse possa ser diferente. Pode acontecer de tudo daqui pra frente, e não depende de mim nem do Justin, depende do tempo. O tempo irá determinar se ficaremos juntos até a morte, Deus irá determinar isso. Mas uma coisa eu te garanto. Uma coisa eu garanto a todos vocês, perseguidores irritantes: eu sempre vou estar do lado do Justin, ele querendo ou não. Caso nosso namoro acabe, eu vou continuar querendo cuidar dele, ele estando longe ou não. Eu não sei se ele me ama do mesmo jeito que eu amo ele, talvez não, mas meu amor por ele é grande, completamente grande. Vocês garotas têm que achar homens assim, honestos, simpáticos e que não te traiam ou não te iludam. Vocês precisam tomar cuidado, porque nem sempre se acha um homem assim na vida. Muitas meninas vivem sendo iludidas aí e depois abandonadas. Isso é ridículo. E eu sei que nunca, NUNCA o Justin iria fazer isso comigo, pois ele pode ter seus defeitos, como todo mundo tem, mas ele continua sendo “perfeito” pra mim e eu não o trocaria por nada. E disso vocês podem ter certeza, gravem o que eu estou dizendo... Meu amor por ele será para sempre.




Heey pessoas, infelizmente chegou ao fim ): e não, eu não pretendo fazer 2ª temporada pq eu não vou ter tempo e tals... espero que tenham gostado, e muito obrigado <3
bom, eu pretendo postar a sinopse da próxima fic ainda essa semana e garanto que vai ser mais legal que essa dsaudhauihdsa caso vcs (que eu mando os capitulos pelo twitter) não queiram ler a proxima, me avisem que eu paro de mandar ok.
bye

quarta-feira, 12 de junho de 2013

I Knew You Were Trouble – 49º Capítulo

Capítulo Anterior: Eu: Lauren, o que eles fazem com as crianças?
Lauren: Hanna... Eles estrupam as crianças.”


Aquelas palavras ecoavam em meus ouvidos. Alice me olhava assustada e Lauren estava a ponto cair em lagrimas.

Lauren: E não acabou por ai... Depois de eles fazerem isso, eles vendem as crianças.
Eu: O que?

Lauren: Eu trabalhei nisso por quase um ano e...
Eu: Você fez o que? – gritei – Por que você me trouxe aqui? Eu tenho certeza de que eles não estão com carta nenhuma. Por que você me trouxe aqui?

Antes que ela se explicasse ou dissesse uma palavra, Peter entrou na casa.

Peter: Bom, você Hanna, começa seu trabalho amanha. E as outras podem ir embora, não preciso delas.

As meninas estavam saindo, mas Peter segurou Lauren pelo braço.

Peter: Você fica. Eu preciso lhe dar uma lição por ter fugido.
Lauren: Não, por favor, eu não fiz nada.

Peter: Posso saber o porquê você voltou para cá?

Lauren ficou em silêncio.

Eu: Solta ela. Você me tem agora, não precisa mais dela. Deixe-a em paz.
Peter: Sabe Hanna, você me lembra um pouco o seu pai. Ele era um homem insistente e muitas vezes bem irritante. Mas a uma diferença entre vocês – veio até mim e colocou sua mão em meu queixo – Richard nunca tentou me encarar ou algo do tipo. Ele evitava olhar para minha cara porque sabia do que eu era capaz de fazer.

Eu: Resumindo: meu pai era um medroso e eu tenho certeza de que você não mata nem um mosquito.

Lauren começou a rir. Peter se irritou e bateu em meu rosto.

Peter: Vocês acham que eu estou brigando? Em?

Deu outro tapa em meu rosto.
Lauren “pulou” em suas costas e Alice foi ajudar. Os outros dois homens entraram e as seguraram. Aquilo virou uma bagunça. Alice correu para um canto e pegou um pedaço de pau que havia lá e bateu nas costas de Peter, fazendo-o cair no chão.

Justin On:

Estava assistindo TV e as meninas apareceram na sala, encapuzadas. Desconfiei do que elas haviam dito e as segui com meu carro.

Chegaram a uma rua escura e sombria, onde havia uma praça. Dei a volta na mesma e parei meu carro do outro lado. Fiquei observando e três homens apareceram e as colocaram dentro de uma casinha caindo aos pedaços e trancaram a porta.

(...)

Alguns minutos se passaram e se ouvia gritos do outro lado da rua vindo da casa. Não aguentei mais esperar e resolvi ir lá. Peguei uma arma que havia dentro do carro, caso um dia eu precisasse dela. E esse dia era hoje e agora.

Desci do carro e fui andando o mais devagar possível e sem fazer barulhos para que ninguém me ouvisse ou me visse. A rua estava vazia, deserta. Dava para se ouvir o vento batendo em meu rosto cada vez mais forte em cada passo que eu dava, sem contar os gritos.

Finalmente cheguei perto da casa e os gritos pararam. Encostei-me ao muro ao lado da porta e atirei para o alto. Consegui ouvir Alice gritando e um homem dizendo “Vamos embora” e nessa hora eu entrei antes que alguém fugisse.

Quando abri a porta me deparei com Hanna, Alice e Lauren sentadas no chão.

Hanna: Era só o que me faltava.
Eu: O que vocês estão fazendo aqui? Quem eram aqueles caras?

Hanna: Por que você sempre tem que aparecer?
Eu: Responde a minha pergunta! – gritei.

Hanna: Era uns amigos do meu pai caralho, mas eles já fugiram.

Acendi a luz da casa, pois não se enxergava nada com apenas um abajur. Sai abrindo todas as portas a procura deles e não deixaram rastros. A única coisa de que eu podia saber era que eles fugiram pela janela de um dos quartos que havia lá. Voltei para a sala onde estavam as meninas e sentei junto delas.

Eu: Agora você pode me dizer o que está acontecendo?
Hanna: Depois eu explico. Quero ir pra casa agora.

Resolvemos ir embora e as luzes se apagaram novamente.

Ouviu-se um tiro.

As luzes se acenderam e todos estavam paralisados, olhando para mim. Olhei para a minha barriga e ela estava sangrando. Cai de joelhos e fiquei ali mesmo, sem mover um musculo.

Hanna On:

Os otários conseguiram fugir, mas eu sabia que eles não deixariam isso quieto. Sendo amigos do meu pai, eu espero de tudo vindo deles.

Quando estávamos prestes a ir embora, as luzes se apagaram e a única coisa que ouvimos foi uma porta se abrindo, um tiro, e em seguida, a porta se fechando novamente.

Acendi as luzes e vi que haviam acertado Justin. Aquilo me irritou profundamente.

Peguei a arma que estava na mão de Justin e fui para fora da casa determinada a acabar com aquela gente, sendo presa ou não.

Lauren ficou dentro da casa para “cuidar” de Justin.

Alice foi atrás de mim e lembrou que em nosso carro, ou melhor dizendo, no carro da Helena, havia outra arma. Pegou a mesma e ficou atrás de mim. Ela olhando para um lado e eu olhando para outro.

Alice: Hanna.
Eu: Diz.

Alice: Eu não sei mexer nisso.

Não a respondi e continuei procurando eles.

Eu: Eu vou para o outro lado da rua e você procura desse.

Alice concordou e fomos cada uma para um lado.  

A rua continuava escura e não se enxergava quase nada. Por onde eu passava, um vulto se passava perto de mim.

“Vamos lá Hanna, você já enfrentou coisas piores. Você já enfrentou seu pai. Você consegue. Você consegue” repeti para mim mesma três vezes.

Ouviu-se mais um tiro.

Corri para o outro lado da rua e encontrei Alice em um beco, apontando a arma para alguém caído no chão e tremendo como se estivesse vendo um fantasma.

Peter estava no chão segurando a perna e quando me viu, levantou-se e saiu arrastando-a, mas não conseguiu fugir. Os outros dois homens apareceram e quando nos viram, colocaram suas mãos para alto.

Eles não tinham mais saída. Ouviram-se sirenes de policia que provavelmente Lauren teria as chamado quando saímos da casa.

Olhei para os homens e dei um sorriso irônico.

Eu: Quem está rindo agora?

Policiais desceram de seus carros e os prenderam.

Entrei na casa novamente e Justin ainda estava deitado no chão.

Eu: Tá doendo muito?
Justin: Não Hanna, estou me contorcendo no chão por nada. – disse ironicamente.

Eu: Alice, você vai com o carro do Justin e eu vou no “nosso”.

Alice fez o que eu pedi e fomos para o hospital.
Quando chegamos, Helena ligou para mim.

Helena: *Por que a Alice não atende o celular? Cadê vocês?
Eu: *Helena, fica calma. Bom, a gente tá no hospital, mas...*

Helena: Hospital? O que vocês estão fazendo no hospital?*
Eu: *Depois eu falo contigo, tchau.*

Levaram Justin para um quarto onde não poderíamos entrar. Sai do hospital e fui sentar na calçada junto a Lauren e Alice.

Eu: Merda.
Alice: O que foi?

Eu: Esqueci de procurar o resto da carta.
Lauren: O resto da carta não estava lá.

Eu: Tá de brincadeira com a minha cara né?
Lauren: O resto da carta está comigo. Pega. – tirou um papel de seu bolso.

Olhei para ela furiosa e peguei o papel. Estava com o começo da carta e as juntei.

“Oi filha, eu não sei quando você irá ler essa carta, mas espero que ela chegue em suas  mãos um dia. Eu queria agradecer a você e ao Matheus por me defenderem do seu pai, eu sei que vocês tiveram dias horríveis e que não era essa vida que vocês mereciam, mas eu prometo a vocês que tudo irá melhorar. Seu pai está me ameaçando todos os dias e eu acho que ele pretende me matar. Então eu quero que você e Matheus o coloque na cadeia depois disso acontecer, eu quero que vocês peçam ajuda, façam uma coisa que eu nunca tive coragem de fazer. Se ele já estiver na cadeia quando você estiver lendo isso, suma. Fuja do país, vá para qualquer lugar, mas não fique aí. Ele pode ser solto e eu sei no que isso vai dar. Eu amo vocês, mais que tudo nessa vida, e eu prometo, PROMETO, que tudo irá melhorar. E outra coisa, eu quero que vocês achem os outros amigos de Richard, eles são perigosos e podem acabar com vocês também. Prenda-os. Ou mate-os. Eles pegam crianças de rua e fazem coisas que vocês nunca imaginaram que o pai de vocês faria. Estou escrevendo essa carta para o bem de vocês, para que no futuro tudo de certo e o pai de vocês não atrapalhe o caminho. Eu amo vocês, mais do que tudo na minha vida.
Com amor, Lauren”

Lauren: Me desculpe. Me desculpe por ter escondido de você esse tempo todo. Eu queria que você acabasse com eles. Só você teria motivos para acabar com eles, afinal eram amigos do teu pai e como todos nós sabemos, seu pai não prestava. Eles já fizeram muitas coisas erradas comigo e eu queria dar o troco.

Uma lagrima escorreu em meu rosto e eu a abracei.

CONTINUA...