Capítulo Anterior: ´´Eu: Ok, a noite quando todos estiverem dormindo, eu, você
e Lauren vamos lá.
Alice: Porque sempre tem que ser a noite?
Não a
respondi e dei as costas.´´
As horas
passaram lentamente, mas finalmente a noite chegou. Entrei no quarto de Alice e
elas já estavam trocadas para sairmos. Colocamos roupas escuras para não
ficarmos tão visíveis.
Descemos as
escadas sem fazer barulho algum, mas Justin estava lá embaixo assistindo TV.
Tentamos ir até a porta sem fazer barulho algum para que ele não nos visse, mas
não adiantou em nada.
Justin: O que vocês estão fazendo acordadas há essa hora? – veio em nossa
direção.
Eu: O que você está fazendo acordado essa hora?
Justin: Eu perguntei primeiro. Onde vocês vão?
Alice: Chega de perguntas. A gente vai visitar uma amiga nossa, não temos hora
para voltar. Tchau. – puxou eu e Lauren pelo braço e foi até a porta.
Justin: Mas quem estaria acordada a essa hora?
Não o
respondemos e saímos antes que ele fizesse mais e mais perguntas como sempre.
A rua estava
mais escura do que de costume. Entramos no carro e eu fui dirigindo enquanto
Lauren me guiava.
(...)
Chegamos a
uma rua sem luz alguma, totalmente escura e sombria. Alguns homens de feição
estranha estavam na rua e seguiam nosso carro com os olhos. Lauren, já
acostumada com aquilo tudo, abriu a porta do carro para descer, mas Alice a
segurou.
Alice: Ficou maluca?
Lauren: A casa é ali. – apontou para uma pequena casa quase caindo aos pedaços.
– vocês vão vir junto comigo ou não?
Eu: Epa epa, calma ai Lauren. Você vai ficar aqui.
Lauren: Nem pensar, eu vou junto e pronto. Só eu sei o que tem lá dentro.
Eu: Ok, então eu e Alice entramos e você fica para fora vigiando para ver se
alguém aparece. A casa parece estar vazia.
Lauren: Não. Essa casa nunca está vazia.
Eu: Não importa. Vocês não queriam que eu achasse essa carta? Então.
Alice: Vamos ou não? Anda logo antes que eu desista.
Descemos do
carro vagarosamente e evitamos contato visual com os fulanos que estavam na rua
nos observando e chegando cada vez mais perto.
Eu: Mudanças de plano. Lauren, você entra com a gente.
Lauren: Então vamos logo porque estão atrás da gente.
“Ei
gostosas.”
Depois de
ouvirmos isso, Alice começou a correr para o nada com medo de que fizessem algo
com ela.
Alice: Corram!! – gritou.
Eu e Lauren
ficamos paradas, encostadas no muro sujo e úmido da casa onde iriamos entrar.
Alice olhou
para trás para ver o que estávamos fazendo e quando olhou para frente
novamente, um homem a parou.
xxxx: Tá fugindo por que queridinha? – a segurou pelo braço.
Alice chutou
suas partes intimas com esperanças de que ele a soltasse, mas como previsível,
não adiantou e nem adiantaria ela tentar algo.
xxxx: Aaah, você não deveria ter feito isso.
Ele a segurou
pelos cabelos e a puxou até nós. Empurrou-a contra a parede e ameaçou a bater,
mas o impediram.
xxxx²: Sem agressão. Ela precisa estar bonita para o nosso chefe.
Alice: Bonita para seu chefe? Como assim?
Que chefe?
xxxx: Cala a boca. Isso não te interessa e se você fizer mais perguntas, as
coisas pioram.
Revirei os
olhos.
Eu: Nossa, que medo de você.
xxxx: O que você disse?
Eu: Não vou repetir. Da próxima vez cala a boca e preste mais atenção.
xxxx: Você está querendo me provocar?
Tentei
imitar a voz de ogro dele.
Eu: “Cala a boca. Isso não te interessa e se você fizer mais perguntas, as
coisas pioram.”
Ele tentou
me dar um tapa no rosto, mas eu segurei sua mão e a bati no seu próprio rosto.
Eu: Por que você está se batendo? Isso não é uma coisa que um “machão” como
você deveria fazer.
xxxx²: Ai meu Deus, sai dai vai. Não presta pra nada mesmo. –empurrou seu
parceiro para trás e bufou em meu rosto. – Você será a primeira cliente entre
vocês três. – apontou seu dedo para mim.
Ele tirou
meu casaco e rasgou um pouco minha blusa, fazendo um decote onde apareciam
quase meus peitos inteiros. Dei-lhe um tapa, fazendo seu rosto virar com tudo. Ele
ficou mais irritado do que já estava e me arrastou para dentro da casa.
Aquele lugar
era tão escuro que não se enxergava NADA. O fulano de feição estranha acendeu
um abajur que iluminava apenas uma pequena cadeira. Ele me sentou lá e saiu da
casa sem dizer nada. Fiquei olhando para todos os lados para ver se achava pelo
menos uma janela. Ou então, uma cômoda ou algo do tipo, onde poderia estar o
resto da carta, mas eu não estava mais pensando nisso. Uma porta se abriu no
meio do nada e um velho - mais ou menos da idade do meu pai já falecido - saiu
de lá.
- Mas olha
só, finalmente uma cliente bonita. – sorriu para mim.
Eu: Te conheço?
Eu já havia
visto aquele homem em algum lugar, eu tinha certeza disso.
- Sou Peter.
E eu acho que eu também te conheço de algum lugar.
Fiquei
pensando e lembrei que meu pai tinha bastante amizades com homens da mesma
idade que ele. Homens que também, como ele, não prestavam para nada.
“Richard”
sussurrei.
Peter: O que você disse?
Eu: Você... você é um dos amigos de Richard.
Peter: E você é quem? Como você sabe da existência de Richard?
Eu: Será que é porque eu sou a filha dele?
Peter: Aah sabia que te conhecia de algum lugar. – veio até mim e começou a
passar suas mãos em meus cabelos – Hanna Hanna Hanna... Finalmente posso te
conhecer melhor.
Eu: Se você acha que eu vou ficar com medo de você falando desse jeito, vai
sonhando
.
Ele puxou
minha cabeça para trás pelos meus cabelos até eu sentir dor.
Peter: Você continua a mesma pirralha de sempre né. Bom, pelo que eu fiquei
sabendo – soltou meus cabelos e começou a me rodear – foi você que denunciou
Richard não é mesmo?
Ele parou em
minha frente e começou a me encarar até eu dar uma resposta.
Eu: Por quê? Ficou com peninha dele? Ele foi para onde ele deveria ir. Na
verdade, ele deveria ter apodrecido na cadeia.
Peter: Isso não vai durar muito tempo. Eu pretendo solta-lo um dia e, como eu o
conheço, eu sei que ele vai tentar se vingar.
Eu: Você tá bem desenformado em queridinho.
Peter: O que você quer dizer com isso?
Eu: Richard já deve estar apodrecendo embaixo da terra. – me levantei - E eu
tive o privilégio de fazer isso com as minhas próprias mãos.
Peter me
olhou assustado e saiu da casa. Segundos depois ele voltou, mas não sozinho. Os
outros dois homens que haviam pegado eu e minhas amigas apareceram segurando-as
pelo braço.
Peter: Joguem elas ai em qualquer canto.
Os homens
empurraram Lauren e Alice para um canto escuro da sala.
Peter: Já que Richard não está mais aqui para se vingar, eu mesmo faço isso. –
me sentou na cadeira novamente.
Eu: Tá, mas o que você ganha com isso?
Peter: Ele já me ajudou bastante nessa vida. Eu devo essa a ele.
Peter foi
até o canto onde as meninas estavam e puxou Lauren pelo casaco.
Peter: Olha só quem está aqui. Resolveu voltar a trabalhar para a gente? Ou
quer voltar a ser uma de nossas clientes?
Lauren: Vai pro inferno! Hanna e Alice acabaram com vocês.
Alice: Ei, como é que é?
Peter: Então foi pra isso que vocês vieram?
Jogou Lauren
no chão de novo e veio até a mim, me segurando pelos braços.
Eu: Eu só quero o resto da carta da minha mãe.
Peter: Carta? Que carta?
Um dos
homens puxou Peter para o outro canto e depois ele voltou sorrindo.
Peter: Eu estou com a carta. Mas, eu só a devolvo com uma condição.
Eu: Fala logo.
Peter: Você trabalhará para mim. Você buscará crianças ou adolescentes todos os
dias nas ruas e trará para mim. Mas elas têm que estar em bom estado. Caso não
estejam, eu irei usar você mesmo.
Eu: E o que você faz com essas crianças?
Peter não
respondeu. Sorriu e saiu da casa junto com seus homens. Lauren correu até a mim
e me abraçou.
Lauren: Você não devia ter feito isso.
Eu: Lauren, o que eles fazem com as crianças?
Lauren: Hanna... Eles estrupam as crianças.
CONTINUA...
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